17/02/14
Papo Carreira

Mundo globalizado e em constante transformação: como esse cenário impacta na sua carreira

O século XX trouxe mudanças que transformaram o papel dos profissionais nas empresas. Confira como desenvolver as habilidades necessárias para se destacar em um ambiente cada vez mais global

O século XX trouxe grandes mudanças que transformaram o papel dos profissionais nas organizações. Em geral, logo após a Revolução Industrial os empregados eram vistos como peças de uma engrenagem que realizavam atividades repetitivas em um ambiente que não oferecia muitos desafios estratégicos. Atualmente, as pessoas – e seus conhecimentos, competências e habilidades – são os ativos mais importantes nas empresas que buscam a constante inovação em um mundo globalizado e em constante transformação.

“Não há dúvidas de que hoje vivemos em um mundo sem fronteiras. Os meios de comunicação, principalmente a internet, permitem que estejamos de certa forma conectados com qualquer lugar do mundo”, diz Carolina Rostirolla, da área de Desenvolvimento Organizacional do Itaú Unibanco.

As habilidades requeridas atualmente pelo mercado de trabalho vão além daquelas aprendidas na grade curricular tradicional, afinal, o profissional precisa ter uma visão estratégica e estar preparado para atuar em um ambiente global. “É essencial desenvolver essas habilidades e se preparar para o mundo globalizado. São diversas as opções de desenvolvimento - desde o envolvimento em projetos interdisciplinares, em equipes multiculturais e trabalhos voluntários até a própria vivência internacional, tanto para estudar como para trabalhar”, indica Carolina.

A experiência internacional é cada vez mais valorizada pelos recrutadores, que buscam profissionais que, além da capacidade técnica, dominam outros idiomas, sejam culturalmente bem informados, sejam resilientes e conheçam os diferentes mercados. Segundo Carolina, a própria experiência já desenvolve uma série de habilidades e aptidões que tornam o profissional mais completo, entre elas: capacidade de se fazer entender em outro idioma, de se colocar no lugar do outro; de escutar mais para depois falar; de compreender que o certo para uma cultura pode não ser para outra e como se colocar diante dessas diferenças. “Não basta falar uma outra língua, é preciso entender a linguagem além do idioma”, explica Carolina.

Quem não tem a possibilidade de viver uma experiência internacional deve procurar se envolver em projetos interdisciplinares ou em equipes multiculturais. “Esses ambientes permitem pensar e agir sob outra perspectiva e a enxergar a empresa como um todo: entender a visão da área de marketing, de operações, de recursos humanos, de finanças, percebendo a estratégia da organização” finaliza Carolina.