Edição n° 24 - Outubro 2011

Leitura é um dos caminhos para a transformação do país

A leitura e a escrita são práticas fundamentais para a educação de cada cidadão. Diversas organizações sociais têm promovido ações de leitura em todo o país e ampliado o acesso aos livros. Este é o caso da ONG Vaga Lume que, desde 2001, por meio do Programa Expedição forma mediadores de leitura e instala bibliotecas em comunidades rurais da Amazônia Legal, compreendida pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima e parte dos estados do Mato Grosso, de Tocantins e do Maranhão.

Segundo a gestora de projetos da Vaga Lume, Daniela Weirs, até o momento foram criadas 170 bibliotecas, o que corresponde a mais de 80 mil livros de literatura novos disponibilizados à população local. “Com o programa conseguimos capacitar 2.396 mediadores de leitura e 312 voluntários para dar continuidade às atividades em 23 municípios. Esse trabalho é fundamental para fomentar novos leitores, pois sabemos que os livros por si só muitas vezes ficam esquecidos quando não há um trabalho de mediação”, afirma.

Ela explica que as cidades escolhidas para participar do programa foram selecionadas por contarem com poucos equipamentos culturais. “Por estarem isoladas do centro [de seus respectivos estados], as pessoas tinham pouco contato com os livros ou, até mesmo, nunca tinham visto um. Após o projeto, notamos que isso vem mudando. O interesse pela leitura vem crescendo e, inclusive, em alguns locais as secretarias de educação já começam a identificar uma melhora no nível educacional”, afirma.

Conforme o último Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, realizado pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do Ministério da Cultura em 2009, o Norte do país é a região com menos bibliotecas públicas municipais, sendo 0,2 bibliotecas para cada 100 mil habitantes.

Para Daniela, como consequência da criação do Plano Nacional do Livro e da Leitura, aprovado recentemente pela presidente Dilma, este cenário deve mudar. O Plano seria uma estratégia permanente de articulação e referência para o planejamento e a execução de ações voltadas para o fomento da leitura no País. “Ele é fundamental para legitimar o trabalho realizado pelas ONGs e para garantir que o tema ganhe espaço na agenda política e novas iniciativas de fomento à leitura ganhem escala nacional”, enfatiza.

A Fundação Itaú Social também acredita na leitura como um dos caminhos para o desenvolvimento do país. Por isso, mobiliza a sociedade e os colaborares do Itaú, realizando uma campanha nacional que convida os adultos a lerem para as crianças. Ao longo da ação, serão distribuídas um milhão de Coleções Itaú de livros infantis, compostas por três livros voltados para crianças e um folheto com dicas de leitura. Até o momento foram enviados mais de 250 mil livros. A coleção é formada pelos títulos: Chapeuzinho Amarelo, Adivinha Quanto eu Te amo e A Festa do Céu. Interessados em aderir à mobilização podem solicitar a coleção por meio do site www.itau.com.br/itaucrianca .

 

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