Jovens Urbanos

Sobre o programa

O Programa Jovens Urbanos (PJU) oferece formação a jovens por meio de organizações não governamentais (ONGs) situadas nas regiões onde residem. A cada edição são atendidos 480 jovens de 16 a 21 anos. Os participantes se reúnem em três encontros semanais, com duração de 4 horas diárias. A etapa inicial compreende a circulação pela cidade e pelo próprio território. Na sequência, os jovens participam de oficinas sobre diferentes temas, como tecnologias digital e de imagem e som, moda e design e arquitetura urbana, sempre com o acompanhamento de um educador da ONG.

A partir das reflexões sobre os territórios urbanos e das experiências adquiridas por meio de pesquisas, os jovens investigam e exploram as possibilidades de melhorias para seu próprio território. Eles identificam áreas temáticas em suas comunidades e desenvolvem um conjunto de ações de intervenção. Os participantes são incentivados a tomar decisões que interferem no próprio modo de vida. Ao longo de dez meses de formação, eles ampliam seu repertório e desenvolvem habilidades para enfrentar os desafios de implementar um projeto. Após esse período, eles têm quatro meses para efetivar e acompanhar sua própria intervenção.

As duas primeiras edições do programa aconteceram nos bairros paulistanos de Campo Limpo e Brasilândia, em 2004 e 2005, respectivamente. A terceira (2007), a quarta (2008) e a quinta edições (2009) foram realizadas nos bairros de Lajeado e Grajaú. Após três edições consecutivas nesses territórios, foram atendidos 1.440 jovens, e mais de 60 projetos de intervenção foram implementados nas duas comunidades. Em 2006, foi realizada uma edição nas regiões de Jacarezinho, Manguinhos e Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

O Jovens Urbanos integrou, em 2009, o Guia de Tecnologias Educacionais, uma publicação anual do Ministério da Educação (MEC) cujo objetivo é disseminar processos, programas, ferramentas e recursos pedagógicos de ponta para professores e secretários de Educação.

Como funciona

A implementação do Programa Jovens Urbanos se divide em três etapas fundamentais: ações preparatórias; execução do programa e acompanhamento dos projetos dos jovens. Para garantir a qualidade das ações, são realizadas estratégias de monitoramento durante a execução dos processos.

Ações preparatórias

A etapa de ações preparatórias tem duração de dois meses. Nessa fase são realizadas as atividades de prospecção e definição das regiões de intervenção do programa, o estabelecimento de parcerias com o poder público e com diferentes instituições da cidade, e a execução dos processos de seleção das ONGs locais, dos educadores, dos jovens e dos assessores tecnológicos. Também são implementadas as ações de formação inicial e de alinhamento estratégico com os dirigentes, os educadores e os coordenadores das ONGs.

As ações preparatórias sustentam-se no princípio de respeito e valorização das singularidades presentes no contexto social dos territórios. Esse aspecto tem importância vital, pois é durante esse período que se produzem as condições técnicas, institucionais e políticas fundamentais para a implantação do PJU nas regiões selecionadas.

Execução do programa

A etapa de execução do programa tem duração de 14 meses e se divide em duas fases. A primeira, nos dez primeiros meses, consiste na formação dos educadores das ONGs executoras e na formação dos jovens participantes, com foco em três temas principais: juventudes e culturas em ação nas metrópoles; juventudes e tecnologias contemporâneas; e juventudes e o mundo do trabalho.

O programa possibilita a exploração dos jovens na cidade de forma que possam reconhecer nos ambientes educativos, culturais, multimidiáticos, de comunicação, industriais, entre outros, os modos produtivos e o emprego de tecnologias variadas nas atividades produtivas ali desenvolvidas. Também oferece a eles oficinas de experimentação, com a contratação de assessores especializados em diversas áreas a fim de ampliar e enriquecer suas perspectivas de futuro.

Na segunda fase, de quatro meses, os jovens elaboram e põem em prática um projeto de intervenção na cidade, sob a orientação de assessores tecnológicos e com o apoio de redes institucionais locais.

Acompanhamento dos projetos dos jovens

O acompanhamento dos projetos de intervenção é uma importante estratégia de suporte e aprimoramento das ações desenvolvidas pelos jovens. Sua implementação é responsabilidade tanto das ONGs locais quanto da equipe de coordenação técnica do programa.

Para colocá-lo em prática, as equipes responsáveis adotam algumas estratégias, como a produção de relatórios pelos assessores; a realização de visitas técnicas; a execução de entrevistas com os jovens; a criação e a manutenção de blogs dos projetos; e o acompanhamento orçamentário dos projetos de intervenção.

Monitoramento

Trata-se de um processo permanente e contínuo que se inicia na identificação da ação e acompanha o programa ao longo de toda a sua execução. Dessa forma, é possível verificar o progresso das atividades, por meio de instrumentais de observação sistemática, com foco em metas, o que permite dar um retorno sobre o programa aos seus parceiros, colaboradores e executores.

São produzidos relatórios periódicos de monitoramento, que, ao reunir todas as informações sobre o andamento do PJU, possibilitam a tomada de decisões para o aperfeiçoamento do programa.

Edição atual

Em novembro de 2010, iniciamos a sexta edição do Programa Jovens Urbanos através da assinatura do termo de cooperação com as ONGs que serão executoras do programa. Nesta edição, teremos uma ampliação do PJU, que passa a atender 960 jovens divididos em quatro territórios da cidade de São Paulo. As áreas de intervenção são os distritos de Lajeado e São Miguel Paulista, na Zona Leste, e Grajaú e Ipiranga/Heliópolis, na Zona Sul. O projeto terá 16 ONGs executoras – quatro em cada distrito.

O início do período de formação dos jovens está previsto para fevereiro de 2011.

As inovações para esta edição serão a aproximação com as famílias dos jovens e com as escolas além da consolidação do tema Mundo do Trabalho.