24/07/12
Pra Render Mais

Inove com o design thinking

A metodologia é cada vez mais utilizada para criar novos produtos, serviços e soluções que atendam as necessidades do seu público-alvo

Crédito: Thinkstock

Aqui no Itaú nós temos um espaço chamado Inovateca. Ao invés das mesas e do computador tradicionais do ambiente de trabalho, entram em cena sofás confortáveis, canetas coloridas e post-its para que os colaboradores possam pensar em novas formas de inovação para a empresa que vão além da análise de números e pesquisas.

O método em questão é uma adaptação do design thinking. Durante a década de 90, no Vale do Silício, nos Estados Unidos, um grupo de designers da empresa IDEO foram chamados pelas empresas da região para redesenhar os produtos e criar novos serviços. O intuito era atender as necessidades e melhorar a experiência dos consumidores. E Assim nascia o design thinking.

Tim Brown, CEO e presidente da IDEO, lançou um livro sobre o tema (“Design Thinking - Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim das Velhas Ideias”, Editora Campus, 2010). De acordo com Brown, o método é focado no ser humano. Tudo começa por um olhar empático sobre as necessidades dos indivíduos. Para isso, é preciso muita pesquisa de campo e que os envolvidos em cada projeto tenham um contato direto com os clientes. Hoje, vivemos em um mundo em que as pessoas querem ter produtos que tenham a cara delas. Os consumidores modernos gostam de interagir a maior tempo com os itens que adquirem. Então, é recomendado envolver também os clientes no processo de formulação dos produtos.

Novos Processos

Os projetos desenvolvidos de acordo com a metodologia seguem quatro etapas. Primeiro, é preciso identificar e definir o problema/necessidade dos consumidores. Depois, criar soluções para resolver as dificuldades. No terceiro passo, os clientes precisam testar os protótipos dos produtos para que sejam feitas as correções necessárias. Por fim, a escolha das estratégias de implementação e do lançamento.

O design thinking também leva em consideração as questões ambientais e sociais, além das econômicas. Os novos produtos, serviços e soluções devem ser, ao mesmo tempo, desejáveis e adequados para as pessoas e a sociedade. E ainda estrategicamente possíveis e financeiramente saudáveis para os negócios. Não basta mais ter um bom produto ou uma boa linha de produção. Para os negócios alcançarem o sucesso, é preciso envolver os clientes e ter responsabilidade social.

FONTE: Página 22