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Equator Principles: Os Princípios de Crédito Sustentável do Equador

O equator-principles.com é o site oficial das Instituições Financeiras Signatárias dos Princípios do Equador - EPFI em inglês. Os Princípios do Equador formam uma iniciativa de empresas financeiras e bancos privados que lançaram uma série de diretrizes para o crédito sustentável, sendo ratificados em 2006. Esses princípios consistem em um acordo que condiciona critérios para a concessão de créditos a projetos analisando os riscos socioambientais do empreendimento. No financiamento de projetos baseados nos Princípios do Equador são consideradas não apenas as receitas geradas, mas questões sociais e ambientais inerentes a cada um, principalmente aqueles situados nos mercados emergentes. São ao todo dez princípios, que contemplam a avaliação, plano de ação, diretrizes de gestão, entre outras atividades relacionadas. Alguns exemplos de princípios são: Análise e Categorização - quando um financiamento é solicitado para um projeto, como parte da análise e avaliação prévias dos aspectos sociais e ambientais, a EPFI categorizará o projeto com base na magnitude de seus potenciais impactos e riscos de acordo com os critérios sociais e ambientais aplicados pela Corporação Financeira Internacional (International Finance Corporation - IFC); Monitoramento Independente e Divulgação - garantir monitoramento contínuo e divulgação de informações durante o empréstimo. As EPFIs exigirão, em todo projeto das categorias especificadas, a nomeação ou contratação externa de um especialista qualificado e experiente ambiental e/ou social para verificar suas informações de acompanhamento que serão compartilhadas com as EPFIs. Todas as categorias e critérios dos Princípios do Equador para os projetos se baseiam nos critérios e categorização da IFC, instituição ligada ao Banco Mundial, maior fonte multilateral de empréstimos e financiamentos para projetos do setor privado de países em desenvolvimento. Os princípios são para as EPFIs um referencial do setor financeiro, no entanto os princípios não criam direitos nem obrigações para nenhuma pessoa, pública ou privada, mas devem ser implementados de forma voluntária e independente, sem necessidade de recorrer à IFC ou ao Banco Mundial. Além de todas as informações relevantes sobre os Princípios do Equador, o texto na íntegra, o site possui uma seção de perguntas frequentes, como se tornar signatário, as organizações signatárias do acordo e notícias sobre a atualização dos princípios e de atuação dessas organizações.

Acesse: http://www.equator-principles.com


Pacto Global: Pacto Global para a Sustentabilidade Empresarial

O site http://www.pactoglobal.org.br pactoglobal.org.br é o portal oficial do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG). O Pacto Global é uma iniciativa desenvolvida em 1999 e oficialmente lançada em 2000 pelo então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, com o objetivo de incentivar empresas para adotarem ações de responsabilidade social e sustentabilidade, adotando em suas práticas de negócios valores fundamentais internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. O pacto também busca o diálogo entre empresas, agências da ONU, sindicatos, ONGs e outros parceiros para o desenvolvimento de um mercado global inclusivo e sustentável. Atualmente são mais de 5200 organizações signatárias articuladas em 150 redes pelo mundo. Não representa um órgão regulatório, mas é uma iniciativa voluntária que visa apresentar diretrizes para promover a sustentabilidade e a responsabilidade social. O pacto deu origem a 10 princípios, promovidos e implementados pelas organizações signatárias: 1) As empresas devem apoiar e respeitar a proteção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente; 2) Assegurar-se de sua não participação em violações desses direitos; 3) As empresas devem apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva; 4) A eliminação de todas as formas de trabalho forçado e compulsório; 5) A abolição efetiva do trabalho infantil; 6) Eliminar discriminação no emprego; 7) As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais; 8) Desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental; 9) Incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis; e 10) As empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina. No Brasil a história do Pacto Global começa em 2000, quando o Instituto Ethos conduziu um processo de engajamento das empresas brasileiras no desafio proposto por Kofi Annan. Em 2001 foi realizado o evento "Diálogo Empresarial sobre os Princípios do Pacto Global", que contou com a participação de 300 representantes de empresas, organizações da sociedade civil, acadêmicos, jornalistas e de agências das Nações Unidas, que foi o primeiro passo para uma adesão oficial de empresas do país ao pacto. Em 2003 foi criado o Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG), uma rede de empresas e organizações brasileiras responsáveis pela divulgação e implementação dos princípios do pacto na realidade empresarial brasileira.

Acesse: http://www.pactoglobal.org.br


UNPRI: Princípios para o Investimento Responsável

O site UNPRI.org é a plataforma virtual oficial de promoção do Principles for Responsible Investment - PRI (Princípios para o Investimento Responsável), uma iniciativa dos principais investidores do mundo em parceria com a UNEP- United Nations Environment Programme (Programa Ambiental das Nações Unidas) e a United Nations Global Compact (uma plataforma que integra empresas comprometidas com causas sociais e ambientais, as agências da ONU e organizações da Sociedade Civil). Em 2005 a ONU convidou os principais gestores de recursos no mercado financeiro internacional para juntos formularem os princípios que norteariam o conceito de investimento responsável.

O PRI consiste em princípios para o comprometimento de investidores em patrocinar e incentivar iniciativas pelo meio ambiente, por causas sociais e governança corporativa. Em 2006, na Bolsa de Valores de Nova Iorque, os Princípios para o Investimento Responsável foram lançados pelo então secretário-geral da ONU Kofi Annan e os principais investidores signatários na Bolsa. Em março de 2010 o diretor-presidente da BM&FBOVESPA, Edemir Pinto, formalizou a adesão da bolsa brasileira ao acordo "Principles for Responsible Investment", confirmando assim a atuação que a própria Bolsa já havia apresentado nos últimos anos em prol da sustentabilidade e do investimento sustentável, bem como de outras organizações engajadas na promoção dos conceitos de sustentabilidade no mercado financeiro. Com o PRI os investidores avaliam, além da eficiência e rentabilidade dos empreendimentos, o impacto socioambiental e o compromisso com a sustentabilidade. No site é possível conhecer os seis princípios na íntegra: 1 - Incorporaremos as questões socioambientais e de governança corporativa nas análises de investimento e processos decisórios. 2 - Seremos donos de ativos que incorporam as questões socioambientais e de governança corporativa nas políticas e práticas de nossa propriedade. 3 - Procuraremos uma divulgação adequada sobre as questões socioambientais e de governança corporativa pelas entidades nas quais investimos. 4 - Promoveremos a aceitação e aplicação desses princípios na indústria de investimento. 5 - Trabalharemos juntos para reforçar nossa eficiência na implementação desses Princípios. 6 - Cada um de nós reportará nossas atividades e progresso em implementar esses Princípios. Além disso, o site dá as diretrizes de como se tornar signatário, quais organizações se aliaram e diversas informações e notícias sobre o assunto.

Acesse: http://www.unpri.org e http://www.unep.org